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Má postura é a principal causa das dores na coluna

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As estatísticas apontam que 85% da população mundial tem, teve ou terá dor nas costas, mas quem corre mais risco? Estudos científicos apontam que a maior probabilidade de ter dores na coluna está entre aqueles que tem entre 30 e 50 anos. “De fato, pessoas nesta faixa etária apresentam mais regularmente dores na coluna. As exigências sociais e profissionais de uma pessoa entre 30 e 50 anos são mais intensas. Nesta faixa etária, muitas vezes a atividade física é menor, as vezes nem existe, e há tendência para aumento de peso”, explica Haim Maleh, fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

Os especialistas acreditam que as mulheres parecem ser mais afetadas por dores na coluna. Não se sabe a causa exata, mas acredita-se que a gravidez, o parto e a própria criação dos filhos contribuam para esse quadro. O que todos concordam é um dos principais e mais comuns motivos para as dores nas costas: a má postura. “Não há dúvidas do mal que a má postura produz à coluna vertebral. As pessoas precisam se conscientizar da sua postura, no dia-a-dia”, afirma o médico. Segundo ele, uma ótima recomendação é a prática de hidroterapia e do RPG – Reeducação Postural Global, que oferece à pessoa a consciência e prática de uma postura correta.

– Muitas vezes sentimos dores nas costas e não damos muita importância a isso, acreditando se tratar de uma dor fruto de um esforço ou uma noite mal dormida. É muito importante procurar um médico, pois um pequeno problema pode se transformar em um problema mais sério. O reumatologista ou o fisiatra poderá fazer uma avaliação correta e indicar o melhor tratamento – finaliza ele.


Tratamentos para patologias da coluna vertebral

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A dor na coluna é uma doença complexa, gerada por fatores de risco, como traumas mecânicos, obesidade, tipo de ocupação, idade, entre outros.

“A atuação desses fatores sobre a estrutura que compõem a unidade anato-funcional do seguimento lombar pode provocar processos degenerativos que geram diversos sinais e sintomas. O número de doenças da coluna vertebral é muito amplo, porém o grupo principal de afecções está relacionada a posturas e movimentos corporais inadequados e as condições do trabalho capazes de produzir impacto a coluna.”, explica a fisioterapeuta Karine Coelho de Assis, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia, pontuando que a dor lombar é uma das causas mais frequentes de incapacidade.

Educar e orientar o paciente é fundamental

Por meio de uma avaliação criteriosa e específica (exames complementares), o médico e em seguida o fisioterapeuta são capazes de compreender a interferência de processos mecânicos na queixa relatada e propõem uma intervenção específica. Karine ressalta que educar e orientar o paciente é fundamental.

“O RPG (reeducação postural global) é uma terapia de correção dos distúrbios ortopédicos que acometem a coluna vertebral, Essa terapia tem como objetivo principal eliminar o agente causador (raiz do problema) que acomete a coluna vertebral e dessa forma verdadeiramente eliminar as dores na coluna vertebral”, avalia ela. “Já no pilates terapêutico, o tratamento dessas dores é multidirecional, focando inicialmente no alívio da dor e posteriormente no reforço muscular para manutenção e prevenção de problemas”, acrescenta.

Terapias para tratamento da coluna

Segundo Karine, na massoterapia se utiliza técnicas próprias, onde o principal objetivo é ativar a circulação do sangue e a linfática, fazendo aumentar a irrigação e relaxando a musculatura, causando a redução ou o fim das dores e combatendo a inflamação.

“Promove o equilíbrio da energia do corpo, atuando no sistema circulatório e nervoso proporcionando bem- estar, relaxando e acalmando os ossos e músculos, através do calor, tato e pressão; nutrindo o tecido muscular e o esqueleto, tornando mais fácil a absorção de hormônios e desintoxicando todos os músculos”, relata. Já a acupuntura “atua sobre os pontos meridianos referentes ao problema da dor da coluna e faz com que o cérebro libere hormônios reagentes a dor. O efeito da sessão é imediato, portanto uma excelente ferramenta para o tratamento”.

Outra opção de tratamento é o micro-ondas, que promove um calor profundo agindo na inflamação, promovendo assim analgesia e redução do quadro inflamatório. A hidroterapia também é uma excelente opção, pois, segundo Karine, “proporciona relaxamento, auxilia no fortalecimento da musculatura, proporciona amplitude de movimento. Na água, sentimos menos o impacto do peso corporal, isso dá maior liberdade para que grandes grupos musculares possam ser trabalhados com amplitude e direções diferentes das convencionais de forma segura”.

A fisioterapeuta do CREB destaca, ainda, que a eletroterapia é utilizada para produzir um movimento em ondas na forma de vibração mecânica, aumenta o metabolismo local, proporcionando um fluxo sanguíneo maior.

“Com isso a nutrição e regeneração tecidual apresentam uma significativa melhora e acontece a descompressão das terminações nervosas e liberação de aderências. O laser produz efeito analgésico e anti-inflamatório e ainda estimula as células e modula o tecido conjuntivo em processo de regeneração e cicatrização. O tens é usada para o alívio da dor em processos agudos ou crônicos”, conclui.


Paralisia facial: médico deve ser consultado imediatamente a partir de qualquer sintoma na face

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A paralisia facial é caracterizada pela perda parcial ou completa dos movimentos da face

Podendo ocorrer de forma súbita ou gradualmente durante anos, deixando os músculos faciais fracos e flácidos, acomete a face de forma unilateral ou bilateral. Segundo a fisioterapeuta Bruna Túlio da Costa, do staff de reabilitação neurológica do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia -, “a paralisia facial pode ser de caráter central, onde se origina respectivamente por problemas causados dentro do sistema nervoso central, ou periférica (Paralisia de Bell), sendo esta a forma mais comum, onde acomete o nervo facial de forma periférica”.

Inúmeros fatores podem causar a paralisia facial, como infecção ou inflamação no nervo facial, Síndrome de Hunsay Hunt, Herpes Zóster, mudanças bruscas de temperatura (paralisia por frígore), hipertensão, diabetes, estresse, traumatismos ou acidente vascular cerebral (AVC), cirurgias da glândula Parótida, Otites, Doença de Lyme, alterações circulatórias ou tumores próximos ao nervo facial ou no próprio nervo, infarto do miocárdio, doenças auto imunes, entre outras causas.

A avaliação médica é extremamente importante, ressalta Bruna, para o paciente que começa a apresentar qualquer sintoma em sua face, como boca repuxada para o lado não paralisado, sensação de secura na boca, falta de expressividade em um dos lados da face, impossibilidade de fechar completamente um dos olhos e de franzir a testa, dor de cabeça ou na região cervical, dor na mandíbula, Hiperacusia (aumento da sensibilidade ao som) em um dos ouvidos, dificuldades para assoviar ou para reter a saliva dentro da boca.

“O diagnóstico e o tratamento devem ocorrer de forma rápida , para aumentar as chances de uma boa recuperação e diminuir as chances de sequelas. O CREB conta com um setor específico e com uma equipe especializada para o tratamento dos pacientes que apresentam casos de paralisia facial, sendo utilizadas técnicas como crioestimulação, exercícios com mimicas faciais, estimulação com diferentes tipos de texturas, escovação, alongamentos orofaciais, entre outras. Temos obtido sucesso nos tratamentos e uma melhora significativa, e na grande maioria dos casos, a recuperação total, fazendo com que o paciente volte a sua atividade de vida diária e recupere a sua autoestima”, finaliza a fisioterapeuta.



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